“Óia” o post abaixo, reflita e comente. Abraços,
Luciano Almeida Ferreira.
“Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo”
No velho conto de Rudyard Kipling Mogli, o Menino-Lobo, o autor descreve uma criança que, adotada por uma loba, cresce sem jamais haver usado uma só palavra humana, até ser encontrada e se integrar à sociedade. O conto é atraente, mas cientificamente absurdo. Porém, houve outros casos, supostamente reais, de crianças criadas por animais. E também casos reais (até recentes) de crianças que cresceram isoladas e sem oportunidades de aprender a falar.
Faz tempo, meninos-lobo e outros jovens criados sem interação humana despertaram o interesse da psicologia cognitiva e da linguística. A razão é que seriam um experimento natural que permitiria responder a uma pergunta crucial: esses jovens, sem conhecer palavras, poderiam pensar como os demais humanos?
A questão em pauta era decidir se pensamos porque temos palavras ou se seria possível pensar sem elas. Como os meninos-lobo não conheciam palavras, se podiam pensar, teria de ser sem elas. Nos diferentes casos de crianças criadas em isolamento, ficou clara a enorme dificuldade de ajustamento que elas encontraram ao ser reabsorvidas pela sociedade. Muitas jamais se ajustaram, fosse pelo trauma do isolamento, fosse pela impossibilidade de pensar humanamente sem palavras. Mas o fato é que não desenvolveram um raciocínio (abstrato) classicamente humano.
O interesse pelos meninos-lobo feneceu. Mas se aprendeu muito desde então, e hoje não se acredita que o pensamento sem palavras seja possível – pelo menos, o pensamento simbólico que é a marca dos seres humanos. Ou seja, Mogli não seria capaz de pensar.
“Vivemos em um mundo de palavras”, diz o celebrado antropólogo Richard Leakey. “Nossos pensamentos, o mundo de nossa imaginação, nossas comunicações e nossa rica cultura são tecidos nos teares da linguagem… A linguagem é o nosso meio… É a linguagem que separa os humanos do resto da natureza.” Para o neuropaleontólogo Harry Jerison, precisamos de um cérebro grande (três vezes maior do que o de outros primatas) para lidar com as exigências da linguagem.
Portanto, se pensamos com palavras e com as conexões entre elas, a nossa capacidade de usar palavras tem muito a ver com a nossa capacidade de pensar. Dito de outra forma, pensar bem é o resultado de saber lidar com palavras e com a sintaxe que conecta uma com a outra. O psicólogo Howard Gardner, com sua tese sobre as múltiplas inteligências, talvez diga que Garrincha tinha uma “inteligência futebolística” que não transitava por palavras. Mas grande parte do nosso mundo moderno requer a inteligência que se estrutura por intermédio das palavras. Quem não aprendeu bem a usar palavras não sabe pensar. No limite, quem sabe poucas palavras ou as usa mal tem um pensamento encolhido.
Talvez veredicto mais brutal sobre o assunto tenha sido oferecido pelo filósofo Ludwig Wittgenstein: “Os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento”. Simplificando um pouco, o bem pensar quase que se confunde com a competência de bem usar as palavras. Nesse particular não temos dúvidas: a educação tem muitíssimo a ver com o desenvolvimento da nossa capacidade de usar a linguagem. Portanto, o bom ensino tem como alvo número 1 a competência linguística.
Pelos testes do Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb), na 4ª série 50% dos brasileiros são funcionalmente analfabetos. Segundo o Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa), a capacidade linguística do aluno brasileiro corresponde à de um europeu com quatro anos a menos de escolaridade. Sendo assim, o nosso processo educativo deve se preocupar centralmente com as falhas na capacidade de compreensão e expressão verbal dos alunos.
Ao estudar a Inconfidência Mineira, a teoria da evolução das espécies ou os afluentes do Amazonas, o aprendizado mais importante se dá no manejo da língua. É ler com fluência e entender o que está escrito. É expressar-se por escrito com precisão e elegância. É transitar na relação rigorosa entre palavras e significados.
No conto, Mogli se ajustou à vida civilizada. Infelizmente para nós, Kipling estava cientificamente errado. Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo.
Cláudio de Moura Castro.
agosto 25, 2010 às 12:06 am |
Em uma sociedade onde conhecimento, persuasão e o domínio da oratória são essenciais para conquistar as metas tão almejadas. Pessoas que não buscarem o conhecimento , não só estarão petrificar para as oportunidades como será simplesmente mais uma em uma sociedade que exclui.
setembro 7, 2010 às 12:18 pm |
Nossa essa historia,fala que menos linguagem nós conhecermos, menos séra a capacidade de aprender. O que fala no texto menos conhecimentos menor será a sua lingua. Espero que os politicos se concientiza e investe mais na educação, fazendo nossos filhos grandes leitores.
agosto 25, 2010 às 1:23 pm |
A sociedade em que estamos inseridos, cobra e exclui, mas pouco faz para inclui, os resultados alcançados que estão arquivados e documentados são excelentes.Mas quem dera se a realidade fosse essa!!!!! Ler muitos sabem interpretar o que se lê …. já é outra realidade.
agosto 26, 2010 às 11:29 am |
as avaliações externas que temos com nossos alunos anualmente nos informa, a capacidade de interpretação de nossos alunos e uma ”equação matematica” que temos que resolver o mais rapido possivel, pois o interesse pela leitura nos gera a falta do conhecimento.
setembro 14, 2010 às 4:03 pm |
Eis aí uma “equação matemática” que gostaria de vê-la resolvida. Mas parece faltar vontade política, faltar empenho e planejamento dos nossos representantes e também de muito dos nossos gestores públicos. É lamentável. Abraços,
Luciano.
agosto 26, 2010 às 11:36 am |
Retificação
Onde está escrito: o interesse pela leitura gera a falta de conhecimento.
Leia-se: o desinteresse pela leitura gera falta de conhecimento.
agosto 27, 2010 às 12:53 am |
A língua nada mais é do que o instrumento necessario para que a linguagem exista porém esta se desenvolverá dependendo do meio em que o falante está inserido, em nosso país não temos políticas publicas voltadas para seu desenvolvimento simplismente por que o conhecimento liberta e a falta deste aliena e estar alienado ou melhor dizendo se permitir alienar é muito mais cômodo que arregalar os olhos e despertar para a realidade.
Realidade esta que só será revertida a partir do momento que as pessoas utilizem o processo de linguagem não somente como algo banal, mas sim como um processo consciente e transformador.
agosto 28, 2010 às 10:57 am |
Linguagem é expressão (corporal e sentimental, física e mental), quando “perdemos” as palavras deixamos de passar expressar realmente o que desejamos, sentimos, acreditamos. Em um pais onde o descaso publico com a educação é suprimido por um sistema de compensações (cotas, bolsa família sem fim, enxurrada de propaganda) não podemos vislumbrar grandes expectativas de conversação. Vemos jovens alunos chegarem ao final do ensino médio sem conseguir interpretar um texto, com grande dificuldade de comunicar entre si e com a sociedade (até isto estimula a agressividade, se não consigo convencer conversando posso tentar batendo).Prova do que digo é que basta você lembrar-se de algum dia desejou algo e não conseguiu porque não tinha palavras na boca para conquistar.
agosto 30, 2010 às 12:30 pm |
É pela liguangem que conhecemos o limite da capacidade intelectual das pessoas, pois quanto memos conhecimento menor sera seu limite linguístico, então devemos investir mais na educação primaria estimulando a leitura e aumentando os horizontes das pessoas, pois a escola tem papel fundamental nesse processo educativo.
agosto 30, 2010 às 7:36 pm |
Penso também que é “por aí”… pelo caminho da educação básica… espero, sinceramente, que políticas públicas (de Estado e não apenas de governo!) possam transceder o espectro “bipolar” que enferma a educação deste país (ora prioriza-se o ensino básico, ora o superior, ora nenhum dos dois…). Deve-se investir em “um” sem se descuidar do “outro”! É o que penso. Abração,
Luciano.
agosto 31, 2010 às 12:07 am |
Ola Professor, satisfação em estar novamente visitando sua pagina. Caros colegas de Pedagogia abraços que Deus ilumine e Abencoe todos voces. Esse Luciano é chato com esse negocio de Web blog rsrsrs brincadeira professor abraços..
setembro 21, 2010 às 3:39 pm |
Sinto-me abençoado, rsrs. Obrigado pelo carinho. Ah… sou chato mesmo, rsrsrs. E aí? Blz, cara? O que anda fazendo? Apareça sempre, ok? Um grande abraço,
Luciano.
agosto 31, 2010 às 1:29 pm |
No Brasil hoje a pessoa tem mais oportunidade de ingressar numa faculdade do que ter uma educação basica de qualidade se interessando de lançar profissionais no mercardo de trabalho esquecendo o principal que é a formal basica de cada. Nao dá pra resolver um problema pelo final da etapa, tem que se investir na formação inicial de cada um para que haja uma elução cognitiva adequada.
Com relação a este texto muito interessante em questionar que a linguagem influencia na inteligencia se a pessoa consegue pensar e refletir sobre seus atos, relamente a linguagem é de suma importancia para o pensamento se concretizar de fato.
agosto 31, 2010 às 7:16 pm |
Vivemos em uma sociedade em que nossos governantes são corruptos que não tem o menor interesse que as pessoas sejam de fato alfabetizadas, pois uma vez que o cidadão passa a ter conhecimentos serão mais difíceis de serem enganados. Cabe a nós educadores fazer nossa parte na sala de aula, ensinando de forma que nossos alunos sejam inseridos na sociedade e não que vivam a margem dela.
setembro 1, 2010 às 1:09 am |
Transpor as muralhas do não saber/pensar, é ter as ferramentas da linguagem à disposição. Por isso devemos buscar tais ferramentas para que nossa comunicação(linguagem) enquanto educadores, sirvam de escada para que nossos educandos possam transpor os muros do pensar e do saber pensar.
setembro 22, 2010 às 12:17 pm |
Que bom vê-lo por aqui outra vez! Olha só… ao ler seu comentário senti-me o “João do pulo” da sala de aula, hehehhe. Também penso que a linguagem é algo de que não se deve descuidar e que é necessário investir em tal “inteligência”, “habilidade”, “competência”, “ferramenta” ou qualquer outro nome que queiram dar a isso. Só não podemos incorrer no risco de menosprezarmos a capacidade de “quem não fala bem e de modo articulado”, né? Sei que não é o seu caso. Mas temo pelos que ao lerem um artigo como este resolvam fazer um movimento pendular em direção a “outro pólo”, hehehhe. Sei que entende o que digo. Abração,
Luciano.
setembro 1, 2010 às 3:20 pm |
O menino lobo teve sua linguagem preparada para seu meio em que viveu e que dava para ele penssar e agir. Se nossa juventude não estiver uma preparação para efrentar uma sociedade sivilizada muitos sonhadores não se realizarão em prepara-los os jovens para que tenham uma boa formação linguistica, ate mesmo uns bons proficionais educadores…. Será que isso ocorre porque o número de pessoas envolvidas na cusa é muito pequena? Os educadores é que penssam niço!!!
setembro 1, 2010 às 10:41 pm |
Realmente a capacidade dos alunos de hoje de expressar algo em palavras hoje é muito escassa. Um aluno de 2° ano do ensino médio, por exemplo, tem uma enorme dificuldade de transmitir seu pensamento com coerência e objetividade.
Acredito que uma solução para isso seria a participação não só do professor de português nestes casos, mas também, de cada professor, pois cada disciplina reproduz uma linguagem específica ou técnica que até um professor de português teria dificuldade para identificar erros.
setembro 2, 2010 às 2:23 pm |
“Vivemos em uma sociedade em que nossos governantes são desonestos e o pior, poucos são os que se interessam e fazem alguma coisa para que as pessoas possam se alfabetizar, pois sabedoria é tudo e muitos não querem o tudo já se contentam com um pouco.por isso nós educadores devemos fazer a difernça, buscando o pouco para que essas pessoas possam um dia conseguir o tudo que sempre sonharam.
setembro 3, 2010 às 2:26 am |
acho que a educação básica é a saída para o desenvolvimento superior, se tivéssemos uma boa base, não teríamos tantos problemas com nossos alunos hoje dentro das escolas superiores. um exemplo maior é a falta de leitura, o que afeta na escrita, e vemos coisas terríveis nas escolas.
setembro 3, 2010 às 4:55 pm |
Isso me fez refletir sobre o materialismo dialético de Karl Marx no qual fala que: “A existência precede a essência”; nenhum ser humano nasce pronto, mas o homem é, em sua essência, produto do meio em que vive, que é construído a partir de vivência… O homem é historicamente determinado pelas condições, logo é responsável por todos os seus atos, pois ele é livre para escolher. As leis do pensamento são as leis da realidade. A realidade é contraditória, mas a contradição supera-se na síntese que é a “verdade” dos momentos superados”.
Em relação à evolução educacional isso nos remete a uma reflexão bastante pertinente.
setembro 3, 2010 às 8:17 pm |
PRA NOSSA REALIDADE SERIA PRATICAMENTE IMPOSSÍVEL VIVER DESSA MANEIRA, ONDE SOMOS COBRADOS PELA SOCIEDADE, HAVENDO A NECESSIDADE DE TERMOS O MÍNIMO DE CONHECIMENTOS SE QUISERMOS NOS INTEGRAR PERFEITAMENTE A MESMA. COMPARANDO AO TEXTO O SER HUMANO QUANDO NÃO TEM ACESSO A DETERMINADOS CONHECIMENTOS SOFRE COM ESTA DEFICIÊNCIA E GERALMENTE FICA EXCLUIDO DE ALGUMAS ATIVIDADES ESSENCIAIS DA VIDA, PERMANECENDO A MARGEM DA REALIDADE DO COTIDIANO.
setembro 5, 2010 às 1:52 am |
Creio que a falência da educação básica brasileira se deve à insistência em repetir padrões tradicionais, sem a preocupação em atualização e qualificação. A grande problemática é que não podemos apontar um ou dois culpados, visto que o sistema engendra a escola, que engendra o professor, que não incentiva o aluno, que os pais já não se preocupam com o seu desempenho na escola. É um comentário de quem não conhece muito bem a realidade, mas de fora, é o que eu penso.
setembro 5, 2010 às 4:15 pm |
com certeza é a linguagem em todas as formas que nos unem como seres humanos ditos inteligentes. Ainda não tinha pensado nessa questão, isso deve-se pelo fato de que não atuo na educação.
setembro 5, 2010 às 7:57 pm |
Acredito que a juventude esta despreparada em nível educacional, hoje a facilidade no acesso a informação de modo não coerente, não propõem a juventude questionar os porquês da sociedade, é a praticidade em solucionar os problemas forma jovens sem reflexão do mundo que vivemos. Para formar jovem cidadão, não é apenas professor excelente com vários títulos, mais saber preparar o professor para sala de aula de acordo com ambiente que ele vai enfrentar. Hoje, as instituições (escola, faculdade, creche etc.) não somente ensina as matérias obrigatórias, mais se interagir com aluno em propor medida publicas para ambiente que viver. Os problemas da educação não são apenas as notas, mais qualidade de como os alunos está recebendo as informações, às vezes os problemas e as dificuldades não facilitar o aluno um bom desempenho escolar. Devemos forma bons alunos em matemática, ciências e outros, mas também formar cidadãos e formadores de opinião.
setembro 5, 2010 às 10:47 pm |
Os jovens atualmente nao tem interesse em ler e sobre tudo de entender o que está escrito. Nao se expressa corretamente nem na escrita. É intransitivo no desenvolvimento educacional. A sociedade impõem leis que nao beneficiam o desenvolvimento do jovem, visto que as políticas publicas de inclusão na verdade é um macro que permite a entrada dos jovens no mercado de trabalho e instituições publicas. Mas esbarram no modismo e no mercado consumista. Sempre estao no dilema dos que aguardam a boa vontade e ajuda dos pais com intervençao na sociedade exlusiva e que qualifica o ser humano pelo que tem.
setembro 6, 2010 às 2:49 pm |
O fato de nossos adolescentes, adultos e crianças não dominarem de forma eficiente e eficaz a oratória, se dá também pela nossa cultura. Somos culturalmente “despreocupados” temos de certa forma “preguiça de pensar” por que na escola não fomos instigados a ler, a escrever textos, a ter prazer pelo conhecimento. Diferentes dos jovens de países de primeiro mundo onde a jornada de estudo é de mais de 10 horas, nossos alunos não tem esse hábito de estudar, de ler livros, pois preferem ficar em frente a televisão.Muitas vezes me pergunto, será que nosso modelo de educação é eficaz?de quem é a culpa, será que é da família?
setembro 6, 2010 às 6:49 pm |
o texto nos faz perceber que a leitura se faz presente em nossas vidas desde o momento em que começamos a “compreender” o mundo à nossa volta.
setembro 6, 2010 às 8:25 pm |
Realmente é uma situação critica para nossa sociedade! Creio eu que falta mais capacitação e força de vontade coletiva! cada dia fica mais problematica essa situação,apesar que esse contexto não é geral. Exemplo disso, crianças,jovens e até mesmo adultos que tem escolas boas e capacitadas com professores competentes que fazem de um tudo para o aluno buscar conhecimentos, já outros não tem a mesma sorte,há crianças que morar em lugares aonde a educação não chegou,a sociedade não fazerá nada para que elas sejam inseridas socialmente no processo educacional.
setembro 7, 2010 às 12:47 am |
Acredito que “uma boa educação se faz com homens e livros”. Diante dos indicadores avaliativos do nosso país faz-se necessário criar políticas educativas e investir mais principalmente, na Educação Infantil e Ensino Fundamental, bem como na qualificação profissional dos professores para garantir uma educação de qualidade a todos.
setembro 7, 2010 às 2:40 pm |
Partindo da premissa que a nossa capacidade de usar palavras tem muito a ver com a nossa capacidade de pensar. Ou seja, pensar bem é o resultado de saber lidar com as palavras e com a forma que conecta uma a outra. Nossos governantes devem se preocupar centralmente com as falhas na capacidade de compreensão e expressão verbal dos alunos. Uma vez que muitos são considerados alfabetizados por saberem ler e escrever, mas longe de um aprendizado que os possibilitem uma reflexão e compreensão de um texto.
setembro 7, 2010 às 7:31 pm |
Sinceramente eu nem consigo pensar, como seria pensar sem palavras. kkkkkkk, fala serio professor eu acho que essa possilidade está fora de cogitação.Mais achei interessante a parte que diz: Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência lingüística pouco melhor do que a de meninos-lobo.E acho que o aluno deve ser bem preparado lingüisticamente para uma sociedade cada vez mais civilizada na qual estamos inseridos.
setembro 8, 2010 às 12:04 am |
Através deste texto, entende-se que não basta que o indivíduo saiba ler superficialmente um texto.
É preciso que ele seja capaz de fazer as deduções que o texto exige e relacioná-lo a outras áreas do conhecimento. É importante que o conceito de letramento esteja intimamente relacionado ao que é importante no dia-a-dia do indivíduo.
“A linguagem permite ao homem estruturar seu pensamento, traduzir o que sente registrar o que conhece e comunicar-se com outros homens.”
setembro 8, 2010 às 1:01 am |
Uma linguagem pre estabelecida, não pode determonar a racionalidade de um ser; o que determina isso é o seu meio de convivio.
setembro 8, 2010 às 1:01 am |
É… por isso há tanto “analfabeto” graduado, pós graduado.
Acho que o limite do ser humano está na cobrança que ele recebe, assim naturalmente ele só aprenderá o que o meio em que vive o exige, afinal, aprender mais para que? “meninos lobos” também conseguem viver normalmente em sociedade até hoje.
setembro 9, 2010 às 12:34 pm |
O texto nos faz refletir sobre como a leitura é importante para o ser humano, e é por meio dela que conhecemos o mundo e tudo a nossa volta, pois é pelo caminho da educação que poderemos ter um futuro melhor.
setembro 10, 2010 às 3:31 pm |
Muito se fala sobre leitura e até onde podemos ir atraves dela, mas ler não é somente “passar os olhos” em um livro, ou mesmo ler sua apresentação ou conclusão, e dizer que entendemos sua mensagem, estamos na era da informação rápida, prática, mas se essa informação não se somar ao conhecimento ela se torna vazia, é um jogo de letras que viram palavras se sentido, palavras vãns, com significados em códigos… isso não existe somente nas séries iniciais, infelismente, muitos graduandos sofrem por não saber se expressar em um texto ou mesmo na oralidade, nesse caso não há que se culpar os professores, muito do que adquirimos na vida vem do esforço comum, da vontade de chegar à frente e querer ser o melhor, independente do nosso nivel social ou da instituição em que me formo.
setembro 11, 2010 às 10:30 pm |
O conhecimento das palavras é importante, mas para pensar mesmo sem conhecer so códigos é possivél. Ha pessoas ainda hoje que não sabe ler e consegue reconhecer números e decifrar. Para termos um pensamento mais complexo e expressar melhor a leitura é fundamental na vida qualauer ser humano.
setembro 12, 2010 às 12:08 am |
concordo plenamente com a afirmação do filósofo Ludwig Wittgenstein,nossos pensamentos são limitados ,variam de acordo com vocabulários conhecidos por nós…
setembro 15, 2010 às 8:58 pm |
O autor nos leva a refletir sobre a educação brasileira de modo geral, e também em relação aos baixos indices de desempenho apresentados por nossos alunos em termo principalmente de compreensão textual. Esse contexto nos faz pensar sobre as práticas de ensino desenvolvidas pela escola, que apesar dos aparentes “avanços”, continua há décadas formando e inserindo em nossa sociedade (desde o ensino básico ao superior) milhares de “moglis”. Pior do que isso, é ver que o Estado está preocupado apenas com números, e não com a qualidade da educação brasileira.
setembro 19, 2010 às 2:05 pm |
É lamentável que ainda vivamos em um país que pouco inclui, mas exclui em grande nível. A educação devia funcionar como um meio de inclusão social e não como uma forma preconceituosa de exclusão humana.
maio 13, 2011 às 1:18 pm |
[...] http://lucianoaferreira.wordpress.com/2010/08/23/os-meninos-o-que/ [...]
maio 17, 2011 às 2:57 pm |
Certamente, só conseguimos nos fazer entender ao expressar nossas idéias, transmitir ordenadamente nosso pensamento e para tanto é necessário compreender e interpretar as palavras, logo seria fundamental os responsáveis pelo processo educativo preocupar-se com esta falha na competência linguística dos brasileiros e assim criar métodos de ensino que modifiquem e qualifiquem a situação deste quadro, que mais uma vez coloca o Brasil em uma posição a desejar.
maio 18, 2011 às 2:31 am |
Não vivemos num mundo isolado e sem palavras como vivia o menino-lobo, mas é como se vivessemos, pois quantas crianças, adolescente, jovens e até adultos vivem “isolados” do mundo das palavras, pois nao conseguem interpretar, pensar por si só, pois há um analfabetismo enorme na nossa formação básica. fazendo com que a cada ano, aumente o nosso isolamento, talvez fazendo-nos os meninos-lobo sem que vivamos em uma floresta.
maio 18, 2011 às 9:29 pm |
Esta ai mais um texto que mostra a importância de ser ter uma boa educação, para um bom desenvolvimento da nossa capacidade de usar a linguagem. Com certeza é prioritária uma boa formação educacional uma boa alfabetização nas series iniciais, os governantes deveriam se levantar das suas cadeiras e fazerem alguma coisa pela educação, para que um dia nos brasileiro possamos nos orgulhar da situação educacional do pais.
maio 19, 2011 às 3:47 am |
Acredito que o filósofo Ludwig Wittgenstein esteja certo quando fala: “Os limites da minha linguagem são também os limites do meu pensamento”. Pensando nisso, percebo que nossa juventude não está preparada para a sociedade civilizada, o motivo é que a educação que se oferece deixa muito a desejar quando se pensa em competência linguística.
maio 19, 2011 às 3:51 pm |
Vygotsky é também expressivo quando enfatiza que a linguagem organiza o pensamento. O fato é que na multiplicidade de discursos defendendo a apreensão de múltiplos gêneros linguísticos, o ensino da linguagem não tem alcansado o que pretende:propiciar o contato às diversas formas de linguagem, mas também levar o aprendente a se apropriar desta multiplicidade sabendo usá-la e adequá-la aos diversos contextos. Quando se fala, então, de norma culta, o problema torna-se denso. Ainda mais quando se compreende que ler não significa entender o lido. Decodificar um texto não é apreendê-lo em seu significado. Fiorin diz que o ensino e a aprendizagem da linguagem deve levar o indivíduo a dominar a lingua/linguagem a tal ponto que o indivíduo possa subvertê-la, isto é, que ele possa conhecer, entender e utilizá-la em sua multiplicidade. Mas a questão que se remete ainda é o quadro da educação: como realizar a tarefa (e no caso, referindo-se especialmente à didática para o ES) de desenvolver nos alunos competências que não foram alcansadas nos anos de ensino anterior, provocando-os a um pensar diferenciado, posto que a universidade é lugar (deveria ser) de produção de conhecimento? A linguagem, para a organização do pensamento, deveria estar plenamente dominada e possível de ser subvertida nessa etapa. Que tal pensar as políticas públicas para toda a educação (desde a EB, especialmente no momento em que o MEC adota um livro polêmico no qual assume a escrita coloquial) em seu financiamento, formação inical e continuada de professores, valorização?Que tal pensar o PNE com suas metas?
maio 19, 2011 às 9:00 pm |
Podemos ter váris formas de expressão, múltiplas linguagens, mas todas reflete o ato de pensar.Como disse o velho guerreiro “quem não se comunica se trumbica”.Sem dúvida que a linguística é uma competência básica para o bom ensino.Portanto desenvolver e aprimorar nossa competência linguística, é um dos maiores desafios educacionais, para que nossa juventude tenha sucesso neste mundo da comunicação.
maio 19, 2011 às 9:01 pm |
Podemos ter várias formas de expressão, múltiplas linguagens, mas todas reflete o ato de pensar.Como disse o velho guerreiro “quem não se comunica se trumbica”.Sem dúvida que a linguística é uma competência básica para o bom ensino.Portanto desenvolver e aprimorar nossa competência linguística, é um dos maiores desafios educacionais, para que nossa juventude tenha sucesso neste mundo da comunicação.
maio 19, 2011 às 10:05 pm |
A falta de vocabulario e essencialmente prejudicial para fomarmos bom pensamentos.Se conhecermos um mundo de palavras e significados a nossa inteligencia e estruturada com precisao.
maio 19, 2011 às 10:51 pm |
Olá professor!
Nesse texto vc caprichou mais ainda, e com certeza o pensamento e palavra não andam separadas, a riquesa da expressão está no conhecimento do vocabulário e não o tendo como traduzir um pensamento rico. Me entristece ao ver hoje no ensino básico professor de matemárica ou outras disciplinas não apontarem erros de português, deicando essa tarefa somente para a professora da disciplina.
maio 19, 2011 às 11:37 pm |
Quando li no texto que “Nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada se insistirmos em uma educação que produz uma competência linguística pouco melhor do que a de meninos-lobo.” meu coração doeu, doeu por lembrar de todos os meus alunos que agora no ensino fundamental escrevem rabiscos, que nem eles, nem ninguém conseguem decifrar, que os fazem envergonhar diante de mim e dos colegas por não conseguirem traduzir o que escreveram. Doi quando lembro dos meus ex-alunos do ensino médio que mesmo com todos os obstáculos se esforçavam para ir à escola, em busca de um documento que comprovasse a conclusão do E.M., mesmo escrevendo textos com raciocinios inferiores aos alunos do ensino fundamental. Doi ao pensar que muitos dos nossos alunos perderão inúmeras oportunidades pela dificuldade linguistica deles.
E o pior é saber que não depende só de você.
maio 19, 2011 às 11:39 pm |
Quando li no texto que nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada, se não tomarmos uma providência com relação a competencia linguistica dos nossos alunos, meu coração doeu, doeu por lembrar de todos os meus alunos que agora no ensino fundamental escrevem rabiscos, que nem eles, nem ninguém conseguem decifrar, que os fazem envergonhar diante de mim e dos colegas por não conseguirem traduzir o que escreveram. Doi quando lembro dos meus ex-alunos do ensino médio que mesmo com todos os obstáculos se esforçavam para ir à escola, em busca de um documento que comprovasse a conclusão do E.M., mesmo escrevendo textos com raciocinios inferiores aos alunos do ensino fundamental. Doi ao pensar que muitos dos nossos alunos perderão inúmeras oportunidades pela dificuldade linguistica deles.
E o pior é saber que não depende só de você.
maio 19, 2011 às 11:41 pm |
Quando li no texto que nossa juventude estará mal preparada para a sociedade civilizada, se não tomarmos uma providência com relação a competencia linguistica dos nossos alunos, meu coração doeu, por lembrar de todos os meus alunos que agora no ensino fundamental escrevem rabiscos, que nem eles, nem ninguém conseguem decifrar, que os fazem envergonhar diante de mim e dos colegas por não conseguirem traduzir o que escreveram. Doi quando lembro dos meus ex-alunos do ensino médio que mesmo com todos os obstáculos se esforçavam para ir à escola, em busca de um documento que comprovasse a conclusão do E.M., mesmo escrevendo textos com raciocinios inferiores aos alunos do ensino fundamental. Ao pensar que muitos dos nossos alunos perderão inúmeras oportunidades pela dificuldade linguistica deles.
E o pior é saber que não depende só de você.
julho 11, 2011 às 6:28 pm |
O pensamento reflete a linguagem. A Educação deve preparar cidadões pensantes, reflexivos, capazes de argumentar com qualquer assunto. Isso é necessário propor desde a Educação Básica, com conteudos contextualizados, e não o sistema de conteudos repetitivos.
setembro 19, 2011 às 4:46 pm |
Educação! o que sabemos de fato, é que não sabemos quase nada. A cada dia me pergunto o que aprendi? o que devo aprender? e o como devo aprender. Já dizia o texto acima citado que o menino lobo não usava palavras, se podiam pensar, teria que ser sem elas. Só que estudiosos comprovam que precisamos das linguagens para criar, ser pensantes capazes de transformar o mundo através de atitudes, planejamentos e capacidades de traduzir o universos das linguagens escritas, faladas, desenhadas e visuais.