Leia o “post” abaixo e deixe seu recado. Seja você vestibulando ou não, um profissional em formação ou que se julga formado, não deixe de ler, refletir e comentar. Abração,
Luciano Almeida Ferreira

Gandhi se casou menino. Foi casado menino. O contrato, foram os grandes que assinaram. Os dois nem sabiam direito o que estava acontecendo, ainda não haviam completado 10 anos de idade, estavam interessados em brincar. Ninguém era culpado: todo mundo estava sendo levado de roldão pelas engrenagens dessa máquina chamada sociedade, que tudo ignora sobre a felicidade e vai moendo as pessoas nos seus dentes. Os dois passaram o resto da vida se arrastando, pesos enormes, cada um fazendo a infelicidade do outro.
Vocês dirão que felizmente esse costume nunca existiu entre nós: obrigar crianças que nada sabem a entrar por caminhos nos quais terão de andar pelo resto da vida é coisa muito cruel e… burra! Além disso já existe entre nós remédio para casamento que não dá certo.
Antigamente, quando se queria dizer que uma decisão não era grave e podia ser desfeita, dizia-se: “isso não é casamento!”. Naquele tempo, sim, casamento era decisão irremediável, para sempre, até que a morte os separasse, eterna comunhão de bens e comunhão de males. Mas agora os casamentos fazem-se e desfazem-se até mesmo contra a vontade do Papa, e os dois ficam livres para começar tudo de novo…
Pois dentro de poucos dias vai acontecer com nossos adolescentes coisa igual ou pior do que aconteceu com o Gandhi e a mulher dele, e ninguém se horroriza, ninguém grita, os pais até ajudam, concordam, empurram, fazem pressão, o filho não quer tomar a decisão, refuga, está com medo. “Tomar uma decisão para o resto da minha vida, meu pai! Não posso agora!” e o pai e a mãe perdem o sono, pensando que há algo errado com o menino ou a menina, e invocam o auxílio de psicólogos para ajudar…
Está chegando para muitos o momento terrível do vestibular, quando vão ser obrigados por uma máquina, do mesmo jeito como o foram Gandhi e Casturbai (era esse o nome da menina), a escrever num espaço em branco o nome da profissão que vão ter.
Do mesmo jeito não: a situação é muito mais grave. Porque casar e descasar são coisas que se resolvem rápido. Às vezes, antes de se descasar de uma ou de um, a pessoa já está com uma outra ou um outro. Mas, com a profissão não tem jeito de fazer assim. Pra casar, basta amar.
Mas na profissão, além de amar tem de saber. E o saber leva tempo pra crescer.
A dor que os adolescentes enfrentam agora é que, na verdade, eles não têm condições de saber o que é que eles amam. Mas a máquina os obriga a tomar uma decisão para o resto da vida, mesmo sem saber.
Saber que a gente gosta disso e gosta daquilo é fácil. O difícil é saber qual, dentre todas, é aquela de que a gente gosta supremamente. Pois, por causa dela, todas as outras terão de ser abandonadas. A isso que se dá o nome de “vocação”; que vem do latim, vocare, que quer dizer “chamar”. É um chamado, que vem de dentro da gente, o sentimento de que existe alguma coisa bela, bonita e verdadeira à qual a gente deseja entregar a vida.
Entregar-se a uma profissão é igual a entrar para uma ordem religiosa. Os religiosos, por amor a Deus, fazem votos de castidade, pobreza e obediência. Pois, no momento em que você escrever a palavra fatídica no espaço em branco, você estará fazendo também os seus votos de dedicação total á sua ordem. Cada profissão é uma ordem religiosa, com seus papas, bispos, catecismos, pecados e inquisições.
Se você disser que a decisão não é tão séria assim , que o que está em jogo é só o aprendizado de um ofício para se ganhar a vida e, possivelmente, ficar rico, eu posso até dizer: “Tudo bem! Só que fico com dó de você! Pois não existe coisa mais chata que trabalhar só para ganhar dinheiro.”
É o mesmo que dizer que, no casamento, amar não importa. Que o que importa é se o marido — ou a mulher — é rico. Imagine-se agora, nessa situação: você é casado ou casada, não gosta do marido ou da mulher, mas é obrigado a, diariamente, fazer carinho, agradar e fazer amor. Pode existir coisa mais terrível que isso? Pois é a isso que está obrigada uma pessoa, casada com uma profissão sem gostar dela. A situação é mais terrível que no casamento, pois no casamento sempre existe o recurso de umas infidelidades marginais. Mas o profissional, pobrezinho, gozará do seu direito de infidelidade com que outra profissão?
Não fique muito feliz se o seu filho já tem idéias claras sobre o assunto. Isso não é sinal de superioridade. Significa, apenas, que na mesa dele há um prato só. Se ele só tem nabos cozidos para comer, é claro que a decisão já está feita: comerá nabos cozidos e engordará com eles. A dor e a indecisão vêm quando há muitos pratos sobre a mesa e só se pode escolher um.
Um conselho aos pais e aos adolescentes: não levem muito a sério esse ato de colocar a profissão naquele lugar terrível. Aceitem que é muito cedo para uma decisão tão grave. Considerem que é possível que vocês, daqui a um ou dois anos, mudem de idéia. Eu mudei de idéia várias vezes, o que me fez muito bem. Se for necessário, comecem de novo. Não há pressa. Que diferença faz receber o diploma um ano antes ou um ano depois?
Em tudo isso o que causa a maior ansiedade não é nada sério: é aquela sensação boba que domina pais e filhos de que a vida é uma corrida e que é preciso sair correndo na frente para ganhar. Dá uma aflição danada ver os outros começando a corrida, enquanto a gente fica para trás.
Mas a vida não é uma corrida em linha reta. Quando se começa a correr na direção errada, quanto mais rápido for o corredor, mais longe ele ficará do ponto de chegada. Lembrem-se daquele maravilhoso aforismo de T. S. Eliot: “Num país de fugitivos os que andam na direção contrária parecem estar fugindo.”
Assim, Raquel, não se aflija. A vida é uma ciranda com muitos começos.
Coloque lá a profissão que você julgar a mais de acordo com o seu coração, sabendo que nada é definitivo. Nem o casamento. Nem a profissão. E nem a própria vida…
Rubem Alves.
O escritor responde a uma estudante angustiada e dá aos pais motivos para meditarem sobre a escolha da profissão.
O texto acima foi extraído do livro “Estórias de quem gosta de ensinar — O fim dos Vestibulares”, editora Ars Poetica — São Paulo, 1995, pág. 31.
agosto 15, 2010 às 4:30 am |
Esse foi um toque bem dado, bem “papo sério”.
Que pena ter lido esse Post só hoje, aos 34 aninhos…Pra você fazer uma idéia, a alguns anos atrás comecei a fazer o curso de direito! Até parece brincadeira né! “ME SALVEI A TEMPO!!!” Agora estou naquela corrida que não é linha reta, mas com certeza doque quero…
Achei lindo: “o saber leva tempo pra crescer”.
“…a vida é uma corrida e que é preciso sair correndo na frente pra ganhar. Dá uma aflição danada ver os outros começando a corrida, enquanto a gente fica pra trás”.
A DO REI!!!
Até amanhã, beijos
agosto 25, 2010 às 1:59 pm |
Ficar para trás desanima, recomeçar nem se fala, mas pior de tudo é passar a vida fazendo algo que não gosta.
agosto 25, 2010 às 2:33 pm |
De fato. Passar a vida fazendo o que não se gosta deve ser “dureza” e muito frustrante! Um grande abraço,
Luciano.
agosto 28, 2010 às 11:44 am |
A vida é feita de escolhas, boas, ruins, certas, erradas, mas sempre podemos mudar o caminho e trajeto de nossas decisões, conheci muitos colegas que mudaram radicalmente de profissão por diversos motivos, financeiros, apatia com o trabalho, mudança de cidade; e em todos havia a sabedoria de ter o poder da decisão.
A participação familiar em uma escolha profissional deve ser pautada não apenas em idealismos, mas também em capitalismo (calma não fique nervoso), buscar uma profissão que não te de um retorno financeiro é preparar para no futuro ter um cheque no vermelho e a frustração de não poder adquirir, em muitas situações, nem o que se precisa.
Se você escolheu errado, mude a vida nao é tão curta assim.
agosto 31, 2010 às 5:32 pm |
Em 1999 depois de ler sobre todos os cursos disponíveis e só um me interessar, entrei na Faculdade de Secretáriado Executivo Bilingue na Católica em Goiânia.
Fiz 6 meses de curso e por motivo de dúvida decidir ir morar nos Estados Unidos lá fiquei por 2 anos e meio. Trabalando e estudando.
Quando voltei em 2003,continuei com o curso de Secretariado.
Em 2005 trabalhei como secretaria em uma escola de inglês, depois dei aulas de inglês.
Por motivos familiares, em 2006 trabalhei na administração de uma fazenda que planta grama esmeralda.
Em 2008 vim para o Tocantins e entrei para o curso de Pós-Graduação com a intensão de dar aula de inglês para nível superior.
Hoje, quase terminando o curso estou estudando para prestar concurso.
A VIDA me ensinou que posso até planejar, mas tenho que estar aberta as mudanças que forem acontecendo no meu caminho.
agosto 31, 2010 às 11:41 pm |
Se quisermos ser bem sucedidos em nossa profissão temos que fazer o que gostamos e não o que a sociedade ou família exige de nós. Mas infelizmente muitos escolhem a profissão pensando em sua vida financeira ou por pressão de seus pais e é por isso que existem muitos maus profissionais
setembro 1, 2010 às 11:23 pm |
Realmente a sociedade nos pressiona muito cedo quanto a uma escolha sem volta, apesar de que se a pessoa perceber mais tarde de que não possui vocação para o que escolheu e estiver condições de refazer esta história, nada o impede.
setembro 2, 2010 às 7:07 pm |
A participação da familia em uma escolha profissional é fundamental, más devemos fazer o que gostamos, o que nos faz sentir bem, e não fazer o que as pessoas acham que estão corretos, sóm por uma questão de poder aquisitivo.
setembro 4, 2010 às 1:11 pm |
É bem verdade quando no texto diz que na profissão, além de amar tem de saber. E o saber leva tempo pra crescer. É realmente leva-se um bom tempo para crescer e amadurecer, mas saber escolher nos deixa um pouco aflitos pois é uma decisão a ser tomada cuidadosamente pois na vida nada é pra sempe.
setembro 5, 2010 às 2:20 am |
Como recém-formada (1 ano e meio) vivo na pele essa sensação. Ainda bem que eu consegui me apaixonar pela profissão que escolhi a priori, era o que eu queria, tive oportunidades e fui incentivada, mas convivo com amigas que acham que com 23 anos estão com a vida acabada, porque se formaram em uma área que não gostam, que não encontram emprego. A modernidade liquída nos leva a esse imediatismo, achamos que o hoje é o mais importante e a realização tem que ser “aqui e agora”. Por mais que a nossa expectativa de vida aumente, continuamos aflitos e obcecados pela sensação do bem-estar imediato. Planejar? Fazer uma escolha errada? Parar um tempo para reiventar-se? Impossível, os outros passarão à frente, estarão a diante. É sério, é lógico que é muito importante a realização, mas prefiro que os outros “passarão, e eu passarinho”.
setembro 5, 2010 às 4:54 pm |
O tempo realmente é a essência da vida. Tudo no seu tempo e devido tempo e cada um tem o seu proprio tempo. abraços
setembro 5, 2010 às 8:52 pm |
E difícil tomar decisões, mais tem uma hora que devemos tomá-las, hoje, a presença dos pais e muito significativo, pois eles estarão atuantes nesse processo de evolução social, mais ele deve ser somente um espectador e não o atuante, pois a decisão final afetará a vida dos seus filhos.
setembro 6, 2010 às 2:06 pm |
Muito bom esse artigo, hoje nossos jovens estão entrando muito cedo nas universidades, como já disse em outro texto comentado, e eles ainda não tem o discernimento do que realmente querem para suas profissões futuras, já que o amor pela profissão desejada é essencial. Mas para eles é sempre tempo de mudar, pois a juventude ainda permite isso e cobrando uma responsabilidade da familia, não deixando que ela escolha pra eles o que não querem para vida toda. Exemplos temos na profissão pedagógica, professores que não gostam do que fazem e leva a desestimular nossos jovens na escolha do que eles realmente querem.
setembro 6, 2010 às 4:24 pm |
É um texto bastante interessante! me fez relembrar o meu tempo de graduação, onde fiz Pedagogia não por que queria ser professora mais por que na minha cidade só tinha esse curso, e por não ter condições financeiras tive que aproveitar a aprovação no vestibular da Universidade Fedral e estudar. Hoje, vejo que esse estudo meio “forçado” foi maravilhoso para mim, pois me deu base para deccidir e escolher novos caminhos, como outra profissão, outra graduação. Pude perceber que não há tempo perdido quando se trata de conhecimento. Hoje vejo valor na minha profissão, vejo que o pedagogo está atundo no Hospital, no Banco, nas Indústrias, na Polícia, na Escola, enfim, é uma profissão maravilhosa pois me preparou não só para ser professora mais para refletir e ser um ser humano melhor. Penso que, hoje o jovem pode até não saber o que quer ser no futuro, pois é uma cobrança terrível, na época tinha uma colega que até ficou doente por que a mãe dela disse que se ela não fosse aprovada no vestibular iria apanhar, para sua sorte ela passou.
setembro 6, 2010 às 7:31 pm |
E um texto otimo faz refletir nas pessoas o medo caso a escolha não seja a mais adequada…
setembro 6, 2010 às 10:59 pm |
Eu sei o quanto é dificil fazer escolhas e o poder para decidir depende de cada um de nós. Quando fiz Pedagogia sabia que ensinar e aprender não era uma tarefa simples, porém tinha uma certeza estaria exercendo a profissão dos meus sonhos. Se eu tivesse outra chance faria a mesma escola.
setembro 6, 2010 às 11:05 pm |
Tomar desições na vida é muito dificil, mais em algum momento tem de ser feito, quando isso acontece na decisao sua profissão é mais dificil pois é pra vida toda. Quando fui decidir a minha profissão levei em conta primeiro o dinheiro, mais agora sei que fiz a escola certa.
setembro 7, 2010 às 5:41 pm |
A maturidade que adquirimos no decorrer da vida nos traz respostas sobre nossas escolhas e nada nos impede de mudar os rumos se estes não estão retos de acordo com nossos olhos, o que não se deve fazer é tomar a decisão por pressão de terceiros, pois isso sim é frustrante e não vale a pena.
setembro 14, 2010 às 3:18 pm |
Sem pressão. Concordo. Mas e quando a “pressão” é quase que sugestionada e que de tão sutil mascara o que poderia (noutra circunstância) ser chamado de “pressão”. São os parâmetros e referências alheias que equivocadamente elegemos como “nossos”! Entende o que digo? Apareça “por aqui” sempre que quiser. Abração,
Luciano.
setembro 7, 2010 às 5:52 pm |
as decisoes das nossas vidas temos que tomar com bastante cautela
analizar bastante os rumos a serem tomados principalmente quando assunto é sobre a vida profissional.
setembro 7, 2010 às 6:08 pm |
Decisoes temos que tomar sim, mais temos que saber se essas sao as certas ! Eu particularmente acho que estou no caminho certo. so temos que amar tudo o que fazemos, tudo mesmo nao so na vida profissional mais na vida …..
setembro 7, 2010 às 7:44 pm |
Nunca tinha parado para pensar nessa situação por esse ângulo. Os pais hoje em dia, “obrigam” os filhos a entrar em uma faculdade assim que acaba o ensino médio, e isso acaba gerando nos filhos uma pressa para tomar uma decisão de suma importância. Acho que os pais devem seguir o conselho do qual o texto se refere: Um conselho aos pais e aos adolescentes: não levem muito a sério esse ato de colocar a profissão naquele lugar terrível. Aceitem que é muito cedo para uma decisão tão grave. Considerem que é possível que vocês, daqui a um ou dois anos, mudem de idéia. Eu mudei de idéia várias vezes, o que me fez muito bem. Se for necessário, comecem de novo. Não há pressa. Que diferença faz receber o diploma um ano antes ou um ano depois?
setembro 9, 2010 às 1:02 pm |
Gostei do seu “jeitinho” pragmático e direto de dizer as coisas, rsrsrs. Seu conselho vai ficar aqui registrado. Abraços,
Luciano.
setembro 7, 2010 às 9:06 pm |
Cada decisão que precisamos tomar teremos que refletir. Uma profissão que você for trabalhar tem que amar pra ser um bom profissional. é uma decissão da sua vida.
setembro 8, 2010 às 3:50 am |
Uma decisão que ecoa por toda a vida não deve ser tratada como uma aposta ou um apelo dos pais, o vestibular marca uma das etapas mais importantes na vida de qualquer estudante. Representa mudanças e, por isso mesmo, gera uma série de conflitos nos jovens. Tensão, ansiedade e estresse são sentimentos comuns. É comum ver adolescentes que nem se quer chegaram à maioridade tendo de escolher o seu próprio futuro e enfrentar o cotidiano turbulento de uma universidade. Cabe aos pais e professores amenizarem esse impacto que uma tomada de decisão tão importante como essa traz aos adolescentes, que por sua vez devem assegurar que estão realmente decididos na escolha da área de atuação que almejam.
setembro 8, 2010 às 3:22 pm |
A participação da família nesta decisão é de bom grado, mas não se deve exagerar com comentários, como: “nossa vc tem jeito de médico”, “sonho com um filho(a) sendo advogado(a)”, “vc tem que fazer administração para cuidar dos negócios da família”… e por ai vai. Somos levados muitas vezes a recomeçar, a realmente fazer o que gostamos. Vou contar uma pra vcs… Fiz uma viagem para minha terra e me hospedei em uma pousada na praia de Jacumã(litoral da Paraíba), conheci o dono da pousada, e em nossas conversas ele me contou que por insistência de sua familia ele dedicou-se a economia e, como era o sonho de seu pai foi trabalhar na bolsa de valores de SP. Correria, cansaço, estress… era bem sucedido monetariamente, mas infeliz por inteiro, só naõ tinha coragem de falar para seus genitores. Um belo feriado ele faz uma viagem para Jacumã e fica deslumbrado com o local e mais, encontra uma pousadinha à beira-mar para vender… foi a gota d’agua, comprou. Apenas ligou para seu pai e disse “encontrei a minha verdadeira vocação”. Deste dia em diante ele ampliou e deixou o local belissimo e, brincando comigo(neste dia) ele abriu a janela da recepção da pousada e me falou “este é meu escritório”, um mar de tirar o fôlego à nossa frente. Vejamos, segundo seu relato ele dedicou mais de dez anos a uma profissão que agradava aos seus pais, e o sufocava.. teve a chance de recomeçar e foi o que fez, o que ficou pra traz(anos) não se recupera, mas o que vem adiante supera, porque quando fazemos o que verdadeiramente amamos nos sentimos mais jóvens e podemos render mais.
setembro 8, 2010 às 7:44 pm |
Vestibular, carreira, profissão, sonho, vocação, metas, aptidão, futuro, realização pessoal… na mente do jovem vestibulando, essas palavras transitam em ritmo frenético, consequência da infalível pergunta que todos fazem ao final do Ensino Médio: que profissão escolher?….É verdade acontece o tempo todo.
Mas aí vai uma dica:
“A profissão é um dos componentes do seu projeto de vida, mas é preciso ter em mente que o mercado muda, as pessoas mudam. É preciso estar preparado para, muitas vezes, ter de ajustar o caminho”.
setembro 9, 2010 às 12:22 pm |
Boa! Gostei do que disse. Fazer ajustes de trajetória é tão necessário quanto optar por uma. Abração,
Luciano.
setembro 8, 2010 às 8:20 pm |
Adorei o texto, pois senti na pele essa pressão quando terminei o ensino medio…o que eu vou ser? Aff…foram alguns anos de indecisão, angustia, cobranças (na maioria, minhas). Como diz o texto: “Dá uma aflição danada ver os outros começando a corrida, enquanto a gente fica para trás.” Depois de visar cursos que em regra me dariam um retorno “financeiro rapido”, tive algumas decepções e so assim aprendi que, esse papo de que só se da bem quem faz medicina, direito, administração, relações internacionais etc, é papo furado…se da bem na vida, quem faz o que gosta. Uma vez ouvi uma pessoa dizendo que o filho dela poderia ate ser uma gari, se esse fosse o sonho dele e se isso o fizesse feliz, ela o apoiaria. E é esse o papel das familias; não pressionar, mas orientar e apoiar a decisão de seus filhos; decisão essa que só eles podem tomar. E a melhor maneira de decidir na minha opnião, é experimentar, textar ate enfim encontrar a profissão que irá exercer provavelmente para o resto de sua vida. Quando comecei a fazer pedagogia, muitos me olharam de cara feia e ate eu mesma tinha um certo receio em falar o meu curso; mas hoje, depois de começar trabalhar na área, me apaixonei pela profissão e falo de boca cheia que “sou professora”, tenho orgulho do que faço, finalmente me encontrei.
setembro 9, 2010 às 12:21 pm |
Coisa boa! Fico feliz por ter “achado” sua vocação! E que achado, hein? Fazer o que gosta realiza “de com força”! Abração,
Luciano.
setembro 9, 2010 às 2:23 am |
Não basta ser, tem que querer ser, ter vocação, pois só assim você fará bem feito , você fará por prazer de fazer e não por obrigação ou falta de opção.
setembro 15, 2010 às 11:15 pm |
Escolher uma profissão nunca foi algo fácil, mas acredito que para os adolescentes de hoje, é ainda mais difícil. Maior que a pressão da família, é da sociedade e sobretudo das universidades, que criam um curso atrás do outro. Os alunos, coitados sofrem cada vez mais porque tudo tem que ser mensurado na hora da escolha.
setembro 16, 2010 às 12:00 am |
Com certeza a dificuldade do adolescente escolher sua profissão está cada vez mais dificil! Mesmo com as universidades criando mais cursos, como diz a nossa amiga aqui de cima, o que é bom mas vai confundindo cada vez mais a cabeça de quem tem que escoilher.
Talvez a saída fosse mudarem o sistema de ensino! PENSA! Se fizessem o primeiro e segundo ano do segundo grau com matérias normais, as que tem hoje, e o terceiro ano dessem a liberdade de escolha para os alunos escolherem disciplinas, as que tem mais vocação, para tomarem um conhecimento prévio do curso que por ventura optarem, fosse mais produtivo, além de dar maior certeza do que querem por estarem conhecendo mais a fundo as disciplinas do curso.
setembro 19, 2010 às 2:32 pm |
Quando é chegada a hora da decisão de uma profissão, com certeza é um dos momentos mais difíces de cada um. Deve-se pensar bem, porque nada vale uma profissão que se exerce com prazer e desejo de sempre fazer melhor.
setembro 24, 2010 às 1:47 pm |
Esse texto me fez lembrar do tempo que terminei o Ensino Médio e sabia que profissão queria cursar, mas por motivos familiares tive que fazer outro curso. Tentei mudar, mas não deixaram. Acabei me apaixonando pelo curso de Matemática, só que hoje vou fazer o curso que sempre quis( Educação Física ). Acho que nunca é tarde para darmos o primeiro, pior é quando não temos nenhum passo a dar! Abraços!!!!!!!!!!!!!!
maio 15, 2011 às 3:06 am |
[...] http://lucianoaferreira.wordpress.com/2010/08/10/muito-cedo-para-decidir/ [...]
maio 15, 2011 às 12:39 pm |
Madrugadas da vida… Conhecemos e passamos pelas escolhas que remetem à profissão e ao setor produtivo (Ahhhh, Dr. S.!!!!!) A idade que entramos no EM, a necessidade de contribuir com o (ou não pesar no) orçamento familiar (nem adianta falar que não tem, porque é o que acontece na maioria das famílias brasileiras), a ênfase no menor aprendiz, a idade que realizamos a escolha para o Ensino Superio… Amigos que iniciaram 5 faculdades… Só após a maturidade defini minha escolha (e ainda com relutancia). Se pensasse na adolescencia como penso hoje, a teria escolhido. Mas não é assim. Me leva a refletir, mesmo, sobre o modelo de educação atual e a própria sociedade. Quem sabe pensar o ócio (que se diga: a cultura, artes plásticas, música…) para um conhecimento que poderia ser aproveitado por esse profissional que o setor produtivo deseja. Escolher, mesmo dando mais opções – na idade que se tem como própria ao ingresso – ainda é muito cedo, madrugada… O otimista acredita que virão oportunidades para mudar.
maio 15, 2011 às 1:28 pm |
Interessante a comparação de tomar a decisão de escolher uma profissão com a escolha de um marido ou mulher para se casar, pois refleti muito bem, dentre as varias situações frustantes apontadas no texto, que tipo de profissionais estamos formando para o mercado de trabalho e que tipo de casamento teremos. Jovens estão cada vez mais sendo precionado a escolherem uma função não por amor, que é a grande chave, mas por pressão ou dos pais ou do mercado de trabalho. Surgindo assim o profissional frustados, desmotivado, sem expectativa nenhuma, o que acaba distorcendo a real função e papel da Universidade, formando um pessimo profissional em sua sociedade. O problema está em não entender o quanto é importante essa escolha pois são anos de dedicação. O triste é saber que essa falta de entendimento ainda não é levada a serio.
maio 17, 2011 às 12:24 am |
A influencia da familia é fundamental ate ao ponto que nao prejudique a decisao do filho pois ha necessidade de colocar na balança o futuro e a familia contribuir no bastidores a decisao do filho sem interferir.
maio 17, 2011 às 5:24 pm |
Uii!! Gostei da mensagem final! Arrepiei rsrsr. Concordo, é a mais pura verdade.
A questão é que as pessoas chegam a um determinado tempo no qual tem que escolher um rumo para suas vidas e na pressa ou pressão, levam em consideração fatores externos como: que curso que está em evidência, qual tem mais oportunidade de emprego, retorno financeiro e por ai vai; acabam esquecendo de olharem pra dentro de si, sua verdadeira vontade e vocação, nisso contribui-se na formação de tantos profissionais relapsos e desinteressados.
maio 18, 2011 às 3:56 am |
É erroneo dizer que há um casamento hoje em dia por amor, na verdade há casamentos com amor sim, mas amor ao interesse de se dar bem… é assim que a maioria dos adolescentes pensam: que curso posso fazer para conseguir uma estabilidade financeira? poucos dos nossos jovens estao dizendo que farao um curso por admiracao à profissao e por desejarem atuar da melhor forma em sua vida profissional. É isso que encontramos diariamente e a familia tem uma grande participacao nisso, desde cedo as crianças ja estao condicionadas a quererem uma carreira rendavel.
maio 18, 2011 às 9:44 pm |
É uma decisão muito díficil a escolha de uma profissão, pra se exercer por toda a vida, não existe coisa pior que trabalhar so visando a questão financeira, para ser fazer um bom trabalho e necessário ter amor “tesão” pelo que faz.É uma grande responsabilidade para uma jovem que acabou de sair do ensino médio, e que nem sempre e bem concluido.
maio 19, 2011 às 4:20 am |
É possível que a resposta para o artigo “Universidade do Prazer” esteja neste do Rubem Alves. Jovens fazendo escolhas prematuras e ao entrar na universidade perdem o foco.
maio 19, 2011 às 6:18 pm |
E um texto que nos faz pensar muito nas nossas escolhas,pois e para a vida toda,entao devemos amar a nossa profisao para sermos bons professores,mestres inesqueciveis.
maio 20, 2011 às 4:07 am |
O texto nos mostra que é importante preparar os jovens para escolher com maturidade sua profissão, sem pressão e no tempo certo. Mas precisamos compreender que no mundo atual, faz-se necessário nos preparar para mudar de profissão de acordo com nossas necessidades, frente as mudanças socio-econômicas onde vivemos e que são impostas pela sociedade. Mudar de rumo, começar de novo, faz parte da vida, o que não pode é deixar de decidir.
junho 4, 2011 às 8:07 pm |
[...] http://lucianoaferreira.wordpress.com/2010/08/10/muito-cedo-para-decidir/ [...]
junho 5, 2011 às 11:56 am |
O texto elenca fatores importantes sobre a escolha da profissão e isso é imprescindível pois não dá prá ser feliz profissionalmente sem amar o que se faz, mas quanto ao casamento, Deus o instituiu no Édem dizendo:¨Portanto, deixará o homem seu pai e sua mãe e unir-se-á a sua mulher e serão os dois uma só carne¨; mas o que acontece é que vivemos numa sociedade de sentimentos descartáveis, o que hoje queremos, amanhã não suportamos e isso num mundo de modernidade ¨liquida¨ deixa as pessoas vulneráveis o que as torna amantes de si mesmas, indecisas e sem amor a Deus, ao próximo e porque não dizer a uma profissão também.
junho 5, 2011 às 12:08 pm |
O texto demonstra a realidade dos nossos jovens de hoje, que tão cedo já se vem obrigados a tomar uma decisão tão grande para a vida deles, afinal, escolher uma profissão não é assim tão fácil, pois há o medo de arrepender-se depois e não ter outra chance de voltar atrás e ser obrigado a trabalhar em algo em que não se gosta, e daí o que fazer?
Apesar de os jovens de hoje ter acesso a internet, utilizar celulares de ultima geração, e aparelhos cada vez mais minúsculos para ouvirem músicas, e muitas vezes chamarem os pais de atrasados, se pergunatar a eles qual é a profissão que eles irão querer exercer pelo resto da vida. Pasmem! A tal geração informatizada não sabem o que fazer, ficam com medo e voltam a ser aqueles menininhos que precisam do apoio dos pais para tomarem uma decisão tão importante, e claro que os pais os acolhem, afinal, qual é o pai ou mãe qeu não gosta de ver o seu filho ou filha, a voltar precisar de sua ajuda e de seus conselhos, mas isso não o minimiza o problema, mais cedo ou mais tarde o jovem terá de tomar essa decisão, pois sabem que o que esta em jogo é o futuro deles, e isso nem pai, nem mãe podem interferir, mas pode desde cedo ser discutido em seu âmbito familiar, quanto amis os pais dialogarem com os filhos a respeito de da profissão que talves eles queiram a vir exercer, e procurar na internet o perfil e as vantagens e desvantagens de tal profissão, juntamente com os pais, tendo a companhia deles para o jovem sentir -se mais seguro e acolhido, quem sabe isso não irá ajudá-lo a tomar a tão importante decisão.
junho 5, 2011 às 12:09 pm |
Este texto é bastante interessante, pois nos faz refletir sobre muitas decisões que frequentemente tomamos, muitas vezes, sem saber se estamos no caminho certo. O autor comparou a decisão do casamento com a escolha da profissão, onde quando temos várias opções, nem sempre sabemos fazer a escolha certa. Isso acontece também na nossa escola, pois as decisões tomadas, as escolhas feitas nem sempre nos levam ao sucesso escolar. Talves, isso ocorre devido a maneira como acontece, de cima para baixo, não havendo participação da equipe escolar e da comunidade e sim somente da unidade gestora, levando assim ao fracasso escolar. E essa participação efeitva começa no planejamento, onde devemos comprometer cada um no processo de execução, se este não participou do planejamento, não se sensibilizará para colocá-lo em prática.
junho 5, 2011 às 12:09 pm |
O texto nos mostra como é dificil escolher uma profissão, porque isso, pode refletir em toda nossa vida. Os pais às vezes gosta de decidir sobre qual profissão os seus filhos devem escolher, sem esquecer que no decorrer desse processo cabe só somente a ele, o exercício dessa profissão. Então, escolher uma profissão tem que ser um desejo, uma vontade da pessoa, porque fazer aquilo que gosta, nos remete fazer bem feito, com carinho, com dedicação e amor. Pois essa profissão não tem que ser escolhida só porque se ganhar muito dinheiro ou satisfazer o desejo de alguem, mas seja aquela para vida inteira.
junho 5, 2011 às 12:09 pm |
O texto nos leva à reflexão do quanto somos envolvidos/coagidos pelos mecânismos impostos pela sociedade e pelos interesses e ideologias de quem detém o poder. Porém, pior do que a realidade apresentada pelo autor e vivida pela maioria dos nossos jovens é a constatação de que isto é “normal”. Ou seja, temos mesmo que educar nossos filhos para que sejam pessoas “espertas”, capazes de levar vantagem em tudo; e para levar vantagem é necessário largar primeiro. E a sociedade recompensa aos que correm e chegam mais cedo: a estas pessoas são acrescentados adjetivos de inteligentes, capazes, etc. É como ser adestrado e ao final, após a tarefa cumprida ganhar um doce. E fazemos isso, castramos nossos filhos em nome de uma mudança não queremos que eles, (os filhos) sejam educados “como nossos pais”, como já dizia Belchior. E vamos repetindo nossas frustações e dando nosso aval para o adoecimento dos filhos e da sociedade, considerando-se que quem faz o que não gosta está vulnerável a adoecer física e mentalmente.
junho 5, 2011 às 12:34 pm |
Vivemos no século XXI, momento em que as pessoas possuem “liberdade” de expressão e principalmente de escolhas. Ressaltando que em muitas vezes estas escolhas são influenciadas por varias pessoas e fatores, e no momento da escolha de uma profissão essas influencias são maiores ainda, muitas vezes o pai deposita no filho os seus sonhos frustrados, como o sonho de ser médico, e devido a sua condição financeira na época não teve possibilidades, agora como a sua situação melhorou, mas a idade não lhe permite mais a realização do sonho, o pai impoe sobre o filho a realização de seu sonho. No entanto como o proprio texto nos permite refletir… podemos mudar nossas escolhas a todo momento, temos esta liberdade de mudar e nao seguir naquilo que não considera sua vocação.
junho 5, 2011 às 12:42 pm |
o texto nos da margem de que a vida é cheia de decisão e sempre devemos estar apto a mudanças e disposto a aprender sempre o que nos da a oportunidade de vivenciar em diversos caminhos. e que devemos cuidar do que fazemos com muito amor para que depois de algum tempo e talvez esse tempo ja esteja muito elevado, ter que tomar decisão redical deixando a sensação de tempo perdido, a profissão tem que ser uma escolha bastante cuatelosa e bem estudada pra depois não se da mal na vida, mas aprender sempre com outras experiencias e chegar alguns ajuste na nossa trajetoria de trabalho.
julho 11, 2011 às 7:17 pm |
Os jovens de hoje saem do Ensino Médio sem uma vocação. Alem dos pais estarem ajudando o adolescente na escolha da profissão (não obrigando a essa ou aquela), mas orientando. O Centro de Ensino Médio tambem precisa promover projetos que auxiliem o jovem na busca pela profissão.