Projeto político-pedagógico: construção coletiva do rumo da escola
Luís Armando Gandin1
Este texto visa defender a importância da construção coletiva de um projeto político-pedagógico nos espaços educacionais em geral e, em especial, nas escolas. Como instrumento adequado à elaboração do projeto político-pedagógico, aponto a concepção do planejamento participativo e apresento seus principais pressupostos e etapas. Este texto apenas inicia a discussão e aponta alguns eixos para os que buscam construir um projeto coletivo de educação transformadora nas escolas.
[...] Por que construir um projeto político-pedagógico? Quem quer apenas manter a estrutura e a cultura escolares intactas não necessita de projeto e muito menos de um projeto político-pedagógico. Quem precisa de projeto é quem tem algo a construir que seja diferente da mera manutenção do status quo. Precisa de projeto quem quer interferir nas práticas escolares e para isso precisa saber onde quer chegar e onde está. Nesse sentido, tenho insistido na necessidade de adjetivar esse projeto como “político-pedagógico”. Esse projeto precisa conjugar uma precisa definição de rumos e de opções da escola (o aspecto político) com competência educacional para concretizar essas opções na vida desta escola (o aspecto pedagógico). Obviamente, a fronteira entre esses dois aspectos não é precisa e nem deve ser; é preciso combinar uma pedagogia da política e uma política da pedagogia (Silva, 1994).
O projeto político-pedagógico precisa levar à ação (mas não qualquer ação, como veremos na seqüência) e para isso precisa ter qualidade. Qualidade, no entanto, é um conceito que tem sofrido a ação de uma rearticulação e, por isso, seu conteúdo precisa ser “qualificado”. Qualidade, em um discurso ligado à noção de mercadoria e à corrente conhecida como “Qualidade Total” (que se apresenta como uma forma de gestão da ação em instituições como a escola), enfatiza os aspectos técnicos, ignorando as relações políticas. No documento que elaboramos (os professores e professoras da Faculdade de Educação da UFRGS) sobre os Parâmetros Curriculares Nacionais, a discussão sobre a “qualidade” fica ainda mais clara.
“Na nossa opinião, a noção de ‘qualidade’ não pode ser desligada de suas vinculações com relações de poder, interesse e dominação. A questãoda ‘qualidade’ não é uma questão meramente técnica, que dependa da manipulação tecnocrática de umas quantas variáveis, entre as quais um currículo nacional. A questão da ‘qualidade em educação’ é fundamentalmente política, vinculada a decisões e a conflitos sobre quais grupos obtêm quais recursos e em que quantidade. A questão da ‘qualidade em educação’ é necessariamente relacional em seu vínculo com a distribuição e partilha dos recursos e da riqueza. A noção [política] de ‘qualidade’ aponta para a valorização financeira e social do magistério, para a distribuição prioritária de recursos para a educação dos grupos excluídos e marginalizados, para a adoção de políticas econômicas e sociais que ataquem na raiz as causas dos desempenhos educacionais inferiores desses grupos” (Faculdade de Educação da UFRGS, 1996).
[...] Quando falo de qualidade, me refiro à necessidade da existência de qualidade política e qualidade técnica. Qualidade técnica é fundamental, pois sem sabermos “como” realizar nossos planos não podemos concretizar nossos ideais. Mas é fundamental, também, enfatizar a importância da qualidade política, ou seja, a clareza sobre os “para onde” e “para quê”. Nós, na área de educação, por vezes sofremos a influência de um certo pragmatismo que insiste que o importante é fazer coisas. Quando cedemos à tentação de seguirmos esta premissa, acabamos agindo, por exemplo, como alguém que vai para a parada de ônibus e toma o primeiro coletivo que passa, pois o importante é andar, é avançar. O que acontece, neste caso, é que muitos dos ônibus têm como destino lugares que não planejávamos como nosso ponto de chegada. Ceder à tentação de fazer coisas a qualquer preço pode nos levar a resultados absolutamente inesperados e, por vezes, conflitantes com nossas convicções. Assim o que importa não é fazer muitas coisas, mas saber o porquê de cada uma das coisas que fazemos. Nesse sentido, não basta ter eficiência (fazer bem algo); é preciso combinar eficiência com eficácia (fazer bem algo que seja importante). O importante é coordenar as ações desenvolvidas na escola de modo que elas não sejam aleatórias, mas apontem para a mesma direção, construída pelo coletivo da escola. A definição de um ideal social e educacional é o que nos permite essa coordenação e é que dá sentido a cada uma das ações e políticas da escola [...].
Já na fase do estabelecimento do ponto de chegada da escola, vai ser preciso termos ferramentas que nos ajudem na construção deste ideal (que obviamente também deverá ser revisto periodicamente). Quando o ideal estiver delineado, será necessário continuar esta construção, tanto da realização de um preciso diagnóstico da distância que a escola está do ideal construído coletivamente, quanto da operacionalização da programação que levará àredução desta distância. Estas fases precisam ser realizadas com muita cautela e não podem ser feitas num espírito voluntarista. É preciso uma metodologia muito clara, com as regras bastante transparentes, para que esta metodologia não signifique um entrave à realização dos ideais criados pelo grupo. Esta fase deve ser, ela própria, o princípio da vivência dos valores que o coletivo quer ver na escola. Não faz sentido falar de participação como um dos ideais e construir uma metodologia que não seja participativa. Daí a importância da qualidade técnica; sem precisão na construção do processo, pode haver contradições entre o conteúdo e a forma como se busca a realização do conteúdo.
Como se pode ver, a construção de um projeto político-pedagógico na escola exige uma rigorosa metodologia de trabalho. Creio que o Planejamento Participativo é a ferramenta mais eficaz, dentro da lógica da gestão democrática, na construção de ideais coletivos em escolas. Como esbocei acima, o planejamento participativo propõe três momentos distintos, mas integrados: 1) a indicação de um horizonte ou referencial; 2) a construção de um diagnóstico que julgue a prática à luz do referencial; 3) programação de ações concretas (Gandin, 1994). Já discorri sobre a definição de um horizonte ou ideal e quero agora falar um pouco do diagnóstico e da programação. A fase do diagnóstico permite julgar a distância que se está do ideal. O diagnóstico não deve ser confundido com um levantamento de problemas; levantar problemas não exige teoria. Em um diagnóstico se julga, à luz da teoria, de onde vêm os problemas que enfrentamos na escola e se levantam as necessidades da escola. Definidas as necessidades (aquilo que a situação da escola requer para que a distância entre o ideal e o que se tem seja diminuída), pode-se elaborar a programação, ou seja, aquilo que concretamente se vai realizar na escola para que se chegue mais próximo do ideal. Nessa etapa, deve-se definir com clareza quais as ações e posturas se vão realizar na escola. Esta etapa é crucial para o planejamento e para a eficiência do projeto político-pedagógico, pois é ela que garante que a escola vai saber concretamente o que fazer e quem será responsável.
Muitas escolas realizam projetos político-pedagógicos que apenas fazem a primeira parte da concepção do planejamento participativo: ficam na etapa da definição dos ideais, ou do que se chama, por vezes, a “filosofia da escola”. Não quero dizer que isso não seja já um avanço, mas corre-se o risco, ao não se avançar e realizar um diagnóstico e um detalhamento do que se vai fazer concretamente a partir desse processo de elaboração do projeto político-pedagógico, de desmotivar os envolvidos no trabalho da escola. O que convence os envolvidos na construção de um processo de planejamento de que valeu a pena dedicar-se a esse processo é a consciência de que o diagnóstico ajudou a entender as origens dos problemas sentidos no dia-a-dia e a instituição de práticas concretas na escola que começam a modificar os problemas (rumo ao ideal traçado) em suas origens. Isso só ocorre com a realização de todas as etapas do planejamento participativo.
Além disso, é importante notar a palavra “participativo” na concepção de planejamentoparticipativo. Essa concepção procura buscar a ruptura com a tradicional separação entre concepção e execução (alguns pensam o que é importante fazer e outros executam as ordens dos que as criaram). Participação, dentro da lógica do planejamento participativo, está ligada à lógica da gestão democrática: é preciso envolver aqueles que vão implementar as decisões no processo de construção dos rumos da instituição. Assim, é preciso resistir a realizar uma participação cooptativa, em que a participação na definição de pequenos detalhes serve para legitimar “decisões pré-prontas” de alguns sobre o que realmente importa na vida da instituição.
O projeto político-pedagógico implica a construção de uma qualidade que é, ao mesmo tempo, política e técnica. Neste processo, é preciso não descuidar nem da elaboração de uma clara visão de mundo, nem da construção do conhecimento, tarefa precípua da escola; ambas devem estar intimamente relacionadas.
Para a operacionalização de um projeto pedagógico não é possível pensar apenas nas grandes questões políticas. É preciso incluir as questões ligadas ao dia-a-dia da escola e estudar alternativas à antiga prática. Isto envolve diretamente a discussão em torno da construção do conhecimento e do que é valorizado e negado como conhecimento “oficial”.
Por último, o fato de sabermos que um projeto é sempre arbitrário não deveria ser uma desculpa para não o construirmos. A renúncia a um projeto construído coletivamente (com o conhecimento de todas as relações de poder que perpassam esta ação coletiva) é algo que acaba por ter uma conseqüência imediata: a adequação aos rumos da sociedade competitiva e de mercado em que vivemos. Vigilância constante sobre o projeto para questionar e repensar seus rumos é fundamental. Mas o imobilismo diante de alternativas, todas com “defeitos”, pode fazer com que reproduzamos os valores da cultura dominante, cada vez mais ativa e impregnada no senso comum.
Para concluir, a construção de um projeto político-pedagógico é uma tarefa complexa – porém necessária – para aqueles que buscam uma educação voltada para construção de uma sociedade mais justa e que respeite as diferenças. Isto vai implicar ter qualidade política e técnica e também construir uma visão de mundo que embase e direcione a construção do conhecimento nas escolas. Só assim poderemos estar caminhando com a certeza de que damos passos certeiros (mas vigilantes contra as certezas que cegam) rumo aos nossos ideais.
Não tive espaço, nesse breve texto, para aprofundar a discussão em torno do projeto político-pedagógico e do planejamento participativo. As reflexões desse texto estão diretamente ancoradas nos livros Planejamento como prática educativa (Editora Loyola) e A prática do planejamento participativo (Editora Vozes) de Danilo Gandin e Temas para um projeto político-pedagógico (Editora Vozes) de minha autoria e de Danilo Gandin. Aqueles que quiserem aprofundar o estudo a respeito da elaboração de um projeto político-pedagógico e do planejamento participativo têm nesses livros uma grande fonte de informação e exemplos.
1 Professor de Sociologia da Educação na Faculdade de Educação da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Mestre em Sociologia e Doutor em Educação. Autor dos livros Educação Libertadora: Avanços, Limites e Contradições, Temas para um projeto político-pedagógico (com Danilo Gandin) e Educação em Tempos de Incertezas (organizado com Álvaro Moreira Hypolito)
outubro 22, 2008 às 12:49 am |
Gostei da forma como o autor aborda esse assunto tão importante e ao mesmo tempo tão complexo.É preciso que o corpo escolar dê real importância a questão da qualidade e não apenas fazer por fazer. Eficiência e eficácia devem está intimamente ligadas a prática educacional, naquilo que vai da um norte ao trabalho de toda escola, não significando deverão ficar estagnados ,pois, a sociedade está em transformação constante e nesse processo a escola não fica neutra.
outubro 23, 2008 às 12:24 am |
O PPP escolar precisa ser formulado e pensado através da sociedade ou comunidade em que a escola está inserida. Observar e salientar as dificuldades sociais que vão refletir na vida escolar dos alunos a fim de pelo menos ameniza-las…
ai, prof. depois eu termino meu comentario.
outubro 29, 2008 às 11:00 pm |
O PPP escolar precisa ser formulado e pensado através da sociedade ou comunidade em que a escola esta inserida, levantar problemas sociopoliticos ou de qualquer outra ordem, que afetem diretamente os individuos atuantes como discentes na escola e levantar possíveis soluções através das propostas curriculares anexadas ao PPP, sob forma de ensino-aprendizagem de uma educação consciente, critica, atuante, dinâmica e real. Não dá para imaginar o PPP de uma escola da periferia de São Paulo ser aplicado nas áreas mais carente de Palmas e vice-versa, são realidades diversas que pedem atuações diferentes do meio escolar, esse é o diferencial, começar a ver o PPP como um documento sério que traz consigo inúmeras responsabilidades e que é um coadjuvante importante na formação de qualquer cidadão.
outubro 29, 2008 às 11:00 pm |
De acordo com o autor, o projeto político pedagógico é importante desde que possibilite a melhoria no processo educacional visando a excelência na qualidade do ensino. Tal projeto deve ser um instrumento de mudanças significativas que venham interferir na realidade do educando, transformando-a em qualidade de vida e este em sujeito autônomo, crítico e reflexivo. Para isso, o autor defende um projeto participativo envolvendo todos os setores educacionais: Professores, pais, comunidade, funcionários em geral e principalmente o aluno(sendo este o elo transformador do meio em que está inserido).
outubro 29, 2008 às 11:31 pm |
acredito que o PPP e um dos instrumentos indispensável dentro da escola, pois se o mesmo nao fizesse parte nao receberia tal importancia. Agora a questao debatida e ressaltada pelo autor é como o mesmo e planejado e executado.
este projeto tem que ser planejado por todo o corpo docente e discente da escola,ou seja, professores, alunos, pais e comunidade em si.
este projeto visa acompanhar todo o processo ensino-aprendizagem realizado na escola, bem como sendo o mesmo usado como suporte pedagógico.
tudo escola tem o seu PPP e todos difere conforme a instituicao, ou seja, ele é um documento único e inacabado pois esta sempre em modificacoes , ou melhor, em construção.
outubro 29, 2008 às 11:35 pm |
O autor desse texto faz uma abordagem reflexiva sobre o projeto politíco pedagógico da escola, mostrando que através desse projeto é possível se pensar e concretizar uma educação de qualidade.
A denotação dada ao projeto politíco explicita a importância que o autor deposita na ação coletiva do ato de construir o projeto, mostrando sua dimensão na mudança da realidade.
O autor conclui seu texto enfatizando novamente a importância do projeto politíco pedagógico na qualidade da educação.
outubro 30, 2008 às 12:09 am |
O texto mostra a importância da construção coletiva do projeto político pedagógico nos espaço educacional em geral e enfatiza a idéia do fazer não somente por fazer, mas até aonde se quer chegar com a construção do PPP?Formar cidadãos critico para vida e para mundo. é por esse motivo que pais,escola e a sociedade tem que caminhar junto em uma só direção.
outubro 30, 2008 às 12:25 am |
É preciso que a escola tenha a noção da realidade local que está inserida. Pois isso vai poder dar noção ao seu trabalho tanto dentro ncomo fora. Para que assim possa atender a realidade da comunidade que está inserida. Muito bom o texto. Pois precisamos ter essa visão da realidade local.
outubro 30, 2008 às 11:26 pm |
Interessante as expressões usada no texto- Política da Pedagogia e Pedagogia da Política – estes termos por sí só já nos coloca a frente de um problema que sempre foi atual que é a política pregada através do currículo da escola que normalmente reproduz as estruturas de classe da sociedade e que normalmente é proposta pela classe dominante, e muitas vezes(não sei se na maioria delas) com a conivencia da classe média.
Mas superado este passo se chegarmos a uma estrutura que realize o que é idealizado pela gestão democrática, a participação efetiva da comunidade não garante que essas estruturas começarâo a ser efetivamente modificadas mesmo que em pequenas gradações, o que ocorre é que essa vivencia dentro da escola seria uma experiência incomum na comunidade e o imobilismo da mesma por comodismo optaria por negar as benécias deste tipo de participação até por uma cultura criada em torno da idéia que sempre existirão uns poucos predestinados a comandar e outros a serem comandados.
outubro 30, 2008 às 11:43 pm |
O autor do texto ,faz um breve relato sobre a construção de um PP, entre as suas considerações está o motivo principal da motivação que traz a existência este projeto na escola, que seria a vontade ou a necessidade de transformação da realidade e expressa isto muito bem ao dizer que só faz projetos quem quer construir . Ele fala da necessidade de se fazer um diagnóstico da situação inicial e da metodologia ou planejamento participativo, capaz de envolver a todos os segmentos da escola,pois só dessa forma democrática é possível avançar rumo ao ideal desejado .Todos os passos devem ter como premissa a qualidade técnica e política,infelizmente nem todas as escolas atentam para esta contrução tão importante para quem ensina e para quem aprende.
outubro 30, 2008 às 11:55 pm |
o texto aborda uma concepção muito ampla sobre o projeto politico pedagogico,pois questiona as diferentes formas em que podemos trabalhar com o PPP, uma delas é o de trabalhar de forma coletiva onde todos possam dar suas opiniões e assim ser discutido de maneira em que todos achem melhor para o rendimento escolar, tirando do papel os ideais traçados e contruindo de forma ampla e demostrativa ao ver de cada escola.
outubro 31, 2008 às 12:01 am |
Diante deste breve texto sobre o projeto político pedagogico e alguns conceitos de gandin a respeito do mesmo.
tendo ele uma visão bastante técnica e de soluções para muitos questionamentos que circulam a produçao do PPP.
uma das discuções é a obrigação,qualidade e resultados tudo com base e visando a educação de qualidade e eficácia em seu resultados procurando saciar os desejos e vontades de cada um obtendo a satisfação de cada segmento participante.
novembro 6, 2008 às 9:09 pm |
Esse texto é muito importante pra nós, ele nos mostra da necessidade que temos de se fazer um diagnóstico da situação inicial e da metodologia ou planejamento participativo, capaz de envolver a todos os segmentos da escola,pois só dessa forma democrática é possível avançar rumo ao ideal desejado.
Nos mostra as diversas formas que podemos trabalhar com o PPP, pode ser trabalhando em forma coletiva, pois todos podem dá a sua opinião.
O projeto político pedagógico é importante desde que possibilite a melhoria no processo educacional visando a excelência na qualidade do ensino.
novembro 11, 2008 às 1:48 am |
O texto apresenta de forma ampla e reflexiva a visão do PPP para uma escola que esteja de fato interessada em ser crítica e reflexiva, pois o primeiro caminho é a construção coletiva do documento norteador de suas ações. Pensar em qualidade em educação é sem dúvida pensar nos atores do processo educacional, no planejamaneto, na execução e finalmente nos resultados que queremos alcançar. Só dessa forma é que iremos buscar meios que nos possibilite fazer parte de algo que seja libertador, pois dentro dessa perspectiva nos colocamos como autores e não como meros observadores de ações pensadas por pessoas fora do processo e desconhecedora das necessidades locais.
novembro 21, 2008 às 5:25 pm |
O presente texto aborda o quanto é importante a construção do PPP, sendo que este deve ser muito bem elaborado, de forma articulada, com a real participação de todos para que o planejamento seja eficaz e que as atividaes e as formas de organização e de gestão da escola possam favorecer e não prejudicar o alcance dos objetivos pedagógicos.
novembro 28, 2008 às 12:18 am |
Notas-se que o PPP é uma das principais vertentes, onde a instituição escolar se baseia para que possa cumprir com É interessante que sem fazer um planejamento a escola fica totalmente propiciar a ser conduzida de qualquer forma. o PPP é o guia do processo educacional, do planejamento e que determina atividades pedagógicas analisando e avaliando como está sendo realizado o ensino-aprendizagem. também serve como reflexão na construção de outro.
dezembro 11, 2008 às 8:58 pm |
O autor dá bastante importância ao PPP, concordo com o mesmo, pois o PPP pode representar o sucesso ou insucesso de uma instituição.
No que refere-se a sua construção, o mesmo deve ser pensado de forma coletiva e integrada e não isolado; do mesmo devem fazer parte todas as pessoas interessadas: pais, alunos, professores…comunidades etc.
Desta forma o PPP atenderá as necessidades reais dos interessados.
dezembro 13, 2008 às 6:05 pm |
o texto aborda questoes necessarias para a construçao do PPP, mostrando o real papel do PPP na escola em que parte ele podera contribuir. Sendo que a da qualidade tecnica tem um paple importante para a realizaçao dos planos traçados pela a escola para que se concretize-os pois um projeto bem elaborado com a finalidade tornar a educaçao voltada para uma sociedade mais justa tendo uma visao de mundo melhor.
dezembro 13, 2008 às 7:13 pm |
Uma escola pra ser boa precisa ter planejamento e profissionais com visao de futuro. Não há o que questionar toda escola deve ter seu projeto politico pedagogico. Para a partir dele a escola traçar objetivos e trabalhar democraticamente para a realizaçao dos mesmos. E para se ter um Projeto Politico de qualidade é preciso participaçao de todas as partes intereçadas escola, alunos e comunidade.
dezembro 13, 2008 às 7:53 pm |
O projeto político pedagógico a nosso ver, passa a ser o único instrumento democrático para que a comunidade escolar possa se organizar e construir dentro de seu espaço, a sua autonomia, que o político e o pedagógico, sempre deverão andar juntos
Ele é a diretriz, a bussola, o plano no qual se diz qual é o foco, o objetivo, a ser atingido, e como fazer, os procedimentos, para chegar a esse objetivo, embora,não seja bem planejado,nem levado a sério por muitas pessoas, ele é fundamental, para o trabalho real de educação, dos alunos, é uma bússola para os professores e pedagogos.
dezembro 14, 2008 às 4:53 pm |
A construção coletiva do projeto político pedagógico da escola é de grande importância, pois é ele que dá sentido a ação de cada membro envolvido no projeto. É através dele que a comunidade escolar define as mudanças necessárias para se alcançar um melhor resultado em busca do conhecimento. Ele não só dá sentido a ação pedagógica como também define onde se quer chegar. Para isso é necessário vincular a qualidade das medidas com o grau de conhecimento dos envolvidos, pois as ações de cada um deve estar comprometido com o objetivo proposto, é o pensar e o agir de todos naquilo que foi determinado coletivamente no PPP.
dezembro 14, 2008 às 9:01 pm |
Ao construir o ppp a escola deverá se preocupar não apenas com a questão escolar mas também no que diz respeito a comunidade pois ela é de fundamental importãncia nessa questão, pois o ppp deve ser algo que vise o interesse pedagógico de forma a se comprometer em oferecer uma educação de qualidade a todos.
dezembro 15, 2008 às 3:17 am |
O texto nos aponta que a construção do PPP se construído numa perspectiva participativa e preocupando-se com a interação de todos os sujeitos, com o compromisso de envolver à todos na prática educacional como, professores, alunos, direção, pais e funcionários em geral se estes estiverem compromissados através da práticas planejadas em um sentido de mudanças e compromisso com a sociedade na qual está inserida, pode estar contribuindo para uma educação em desenvolvimento humano e social. Vale lembrar ainda, que esta educação deve estar pautada nos valores de liberdade, integridade, respeito e solidariedade.
dezembro 15, 2008 às 5:48 pm |
O que é uma escola sem o PPP? Impossível pensar ação pedagógica sem ter claro os indicadores que norteiem tais ações. Por isso a importancia de um PP construido de forma participativa onde todos os elementos envolvidos no processo de ensino aprendizagem estejam, relamente, imersos e comprometidos com as propostas e claros quanto aos objetivos a serem alcançados.
dezembro 18, 2008 às 2:33 pm |
O texto fala da importância de um projeto político pedagógico para o bom funcionamento da escola;ressaltando a importância de que esse projeto deve ser construído com a participação efetiva de todos os membros da escola,que seja um projeto viável e voltado para o crescimento e melhoria tanto da estrutura física da escola quanto da qualidade do ensino.O texto mostra os pontos mais importantes para a construção do projeto político pedagógico e enfatiza a necessidade desta construção para que todos os envolvidos tenham o conhecimento claro a respeito de:”o que fazer” “para quem fazer” “como e quando fazer” e “quem deve fazer o quê”
dezembro 18, 2008 às 7:28 pm |
O PPP é um instrumento fundamental para se conseguir uma educação de qualidade. É corriqueira a idéia de profissionais da educação que não valorizam a construção desse projeto. O texto aborda a necessidade de alguns questionamentos para a construção do mesmo como forma de se aplicar as estratégias que atendam as demandas da instituição. A participação de gestor, administrativo, coordenadores, supervisores, docentes e discentes , e a comunidade local é fundamental para que se possa, através de questionamentos do que a comunidade espera as propostas estejam mais próximas da realidade. Assim a contribuição de todos se dará de forma efetiva e eficaz e teremos Escola e comunidade andando juntas para a melhoria da educação em nosso país.
dezembro 19, 2008 às 1:45 pm |
o texto e de fácil leitura e nos proporciona um enrequecimento muito grande na estrutura do aprendizado do PPP, propondo um entendimento do que é um PPP, e que as políticas públicas que o envolve, nos traduz a verdeira noção de curriculum, e suas possibilidades, em podemos e devemos chegar,para que o mesmo não possua uma ação pedagógica (magistério) que valorize as classe mais favorecidas….
dezembro 20, 2008 às 3:33 pm |
O texto trás a ênfase do quanto o PPP é importante para a escola e também o quanto se faz necessário essa construção ser coletiva, visando melhoria não apenas para a escola, mas também para a comunidade em si, já que os interesses que norteiam a escola estão diretamente ligados com a comunidade.
dezembro 20, 2008 às 3:34 pm |
O texto traz a ênfase do quanto o PPP é importante para a escola e também o quanto se faz necessário essa construção ser coletiva, visando melhoria não apenas para a escola, mas também para a comunidade em si, já que os interesses que norteiam a escola estão diretamente ligados com a comunidade.
dezembro 20, 2008 às 5:20 pm |
O PPP deve ser construido de acordo com a necessidade de cada escola e com a participaçao de toda a equipe escolar, pais e comunidade. O ppp nao deve ser construido apenas por ser obrigatório, precisa ter objetivos bem definidos, acompanhados e fazer as modificaçoes necessárias. Atraves do ppp é definido aonde se quer chegar , sempre visando a melhoria da qualidade do ensino da escola.
dezembro 21, 2008 às 12:14 am |
Ao ler este texto esta parte me leva a refletir sobre a ação do projeto pedagógico: ” a construção de um projeto político-pedagógico é uma tarefa complexa – porém necessária – para aqueles que buscam uma educação voltada para construção de uma sociedade mais justa e que respeite as diferenças.” Este é o caminho que os professores tentam nos mostrar para o desenvolvimento do projeto político pedagógigo seja não meramente um amontoado de expectativas, mas seja uma transformação nas ações em benefício da sociedade.
Como ficou claro no texto o que importa não é fazer muitas coisas mas sim o porquê de cada coisa, por isso o ppp é fundamental na escola, e que seja de acordo com sua realidade.
dezembro 21, 2008 às 9:38 pm |
O autor fala da relevândia do PPP para a qualidade do ensino, isso porque é impossível falar em qualidade educacional sem pensar em ações de planejamento e esse planejamento deve ser contruído apartir de um diagnóstico, ou seja, primeiro é neessário conhecer a realidade da escola e do alunos para fazer um planejmento eficiente que atenda as necessidades da escola e da comunidade na qual ela está inserida.
No PPP deve estar registrado o direcionamento da escola, o que ela quer atingir e a forma como irá atingir. O planejamento é essencial para melhoria na qualidade educacional.
dezembro 22, 2008 às 9:35 pm |
Não há como pensar uma escola sem que a mesma tenha um PPP. Este por sua vez, deve ser construido apartir de um diagnóstico e de acordo com a realidade de cada escola. Como o autor diz não deve se feito apenas por fazer, mas visando o bem comum e melhores condições do ensino aprendizagem. Para que isso acnteça é imprescindivel que um planejamento seja feito, tendo em vistas as metas, os desafios, tudo pautado na da escola e de toda comunidade escolar. Nesse sentido deve envolver todos, não apenas educadores e educandos, mas pais, demais funcionários.
dezembro 26, 2008 às 1:38 pm |
Para qualquer ação individual é fundamental levantar o realidade e onde e o quê que se alcançar, portanto, o esclarecimento de que nas açoes coletivas como é o caso da ação educativa, a construção do projeto orienta e norteia as açoes desenvolvidas para se alcançar um objetivo considerado pela maioria como ideal. Sabemos que estamos vivenciando esse processo que se apresenta em vários estágios.
Esse texto trouxe a consideração do micros e macros objetivos, pois vemos nos projetos politicos das instituições a preocupação com o objetivos maiores, mas os mínimos detalhes do cotidiano, realizados por diferentes sujeitos na escola, corroem a estrutura que poderiam levar ao objetivo maior.
fevereiro 26, 2009 às 11:37 pm |
Com respeito os objetivos, digo que, de fato, não se pode preterir “uns” em detrimento dos “outros”… tropeçamos no que é ínfimo, pequeno e não no que é GRANDE. É isso.
Luciano Almeida Ferreira.
junho 4, 2011 às 8:08 pm |
[...] http://lucianoaferreira.wordpress.com/2008/10/06/uma-das-receitinhas-para-a-gestao-de-um-pp/ [...]
junho 5, 2011 às 1:03 pm |
Um texto que nos faz pensar… e pensar…. pois o que realmente se vê são projetos feitos por alguém que não o executará e pessoas que não o elaboraram o executam ou pelo menos tentam fazê-lo. É necessário repensar o PP e tentar adequá-lo à realidade de cada escola para assim alcançar o nosso público-alvo que é o nosso aluno a fim de que se tenha uma educação de qualidade onde os educadores e educandos andem de mão juntas e tenham um só objetivo: viver em um mundo melhor.
junho 5, 2011 às 1:15 pm |
A construção do PPP não é algo fácil, mas que se houver participação de todos os envolvidos, torna-se algo prazeroso, pois a chance de ser um retrato da realidade para a realidade é muito maior. Não adianta a equipe gestora de uma determinada escola criar seu PPP, sem a participação do restante do grupo escolar e comunidade, pois será apenas um documento criado, e não a verdadeira identidade da escola, sendo assim a possibilidade de colocá-lo em prática, atingindo os objetivos desejados é zero. Por isso, para que o PPP dê certo é necesário que ele seja acima de tudo participativo, pois assim terá o comprometimento de todos os envolvidos, sendo de responsabilidade da equipe e não apenas da direção e coordenação.
junho 5, 2011 às 1:19 pm |
“Democracia” uma palavra que vemos muito em nosso dia a dia, estamos exercendo uma democracia quando optamos por realizar uma atividade participativa. Nas escolas nao poderiam ser de forma diferente, a escola é um espaço que forma cidadãos para a sociedade democrática em que vivemos. Por isso qdo se fala em projeto pedagógico, plano de ações para uma escola, é importantissimo que seja participativo, no entanto não é o que vemos em varias escolas brasileiras. Quando essa partcipação acontece podemos perceber as mudanças acontecendo mais naturalmente e eficientemente pincipalmente no âmbito escolar.
junho 5, 2011 às 2:27 pm |
Bem… “naturalmente e eficientemente principalmente”, rsrs! Quanto “mente”, hehehehe. É… realmente precisamos prestar atenção no uso que fazemos do que é “democrático” e “participativo”… caso contrário serão apenas mais uns “clichês” a mais em nosso vastíssimo repertório. Apareça sempre por aqui. Abração,
Luciano.
junho 5, 2011 às 1:27 pm |
Esse texto e de grande valia para as escolas, pois tanto se fala em PPP, mas saber o seu verdadeiro significado e para que realmente serve, isto ainda é uma grande icógnita. Para alguns é tida como uma grande perda de tempo, para outros, é só uma questão de CTRL C E CTRL V e trabalhar na escola, ou seja o PPP não é verdadeiramente trabalhado nas escolas, claro que há para o bem de algumas escolas e dos alunos as exceções, ainda bem, isso não é generalizado, mas na sua maioria o é. Por isso é importante deixar bem claro o que é o PPP e os benefícios que ele pode trazer para todos, o que fica bem claro neste texto.
junho 5, 2011 às 1:29 pm |
A construção do projeto político pedagógico é necessário na escola, pois com ele é possivel saber o que fazer na construção do cidadão. Para se fazer um ppp precisa-se que se faça um diagnóstico, e para que isso aconteça a gestão da escola tem que trabalhar em coletividade, ou seja, esse planejamento tem que ser participativo e democrático onde todos pode expressar suas ideias. A importância do planejamneto participativo é que cada um conhece parte realidade, ficando mais fácil organizar um documento no qual irá nortear esse trabalho. O ppp é construido para aqueles que querem uma sociedade mais justa e que respeite as diferenças.
junho 5, 2011 às 1:45 pm |
A participação de todos os envolvidos em uma escola na construção do ppp é muito importante, pois quando participam tem diversos pensamentos e olhares diferentes sobre a educação e cada um da a sua contribuição na construção do projeto, e não fica o impasse de que o projeto esta sendo imposto por parte dos gestores da escola, em que a participação de todos da o apoio moral e o professor passa trabalhar aquilo que ele mesmo coloca para a melhoria e o desempenho dos alunos, e passa a cuidar com o
proposito de que o proprio professor seja o autor do projeto e trabalhe com maior empenho no desenvolvimento do mesmo.
junho 5, 2011 às 2:23 pm |
É interessante a colocação do autor de que: só constrói um projeto quem tem interesse em mudar para melhor uma situação.
Planejar pressupõe traçar caminhos para se por algo em prática. Para construir o Projeto político pedagógico de uma escola se faz necessário em primeiro lugar habilidade para persuadir e sensibilizar tanto os trabalhadores da educação, quanto a comunidade. Isto se o projeto que se quer construir parta da idéia de um projeto participativo, no qual esteja presente a visão e o envolvimento todos a respeito das necessidades e prioridades da escola no que diz respeito a qual modelo de cidadão se quer alcançar e quais estrátegias por em prática para o alcance desses objetivos.
Acredito que a maior dificuldade na construção do PPP, seja a distribuição de tarefas, pois delegar tarefas é delegar poder e dividir com todos a oportunidade de gerir os rumos da Instituição escolar é o que pesa quando da formação da equipe que irá construir a proposta pedagógica da escola.